Torna-se necessário alterar, modificar e melhorar a sociedade. É preciso renovar opiniões e ideias. Pois vivemos em constante mudança. É preciso que haja A Revolta das Ideias. Ah e não se esqueçam que os vossos comentários são muito importantes
Sábado, 14 de Julho de 2007
Deus

 

Como devem calcular, encontra uma imagem ou uma foto de Deus foi impossível. Vá-se lá saber o porquê. Das duas, uma, ou Deus é tímido em frente às objectivas, ou não encontrou fotógrafos com qualidade suficiente para fazer um bom trabalho. Esta foi a melhor que encontrei.

Passando para um plano mais sério, falar sobre Deus é um grande desafio, pelo menos para mim. Como uma grande maioria de portugueses tive uma eduação religiosa católica cristã. Frequentei a catequese, e não é uma coisa que tenha problema em assumir, mas agora entendo que em termos de formação fui induzido a acreditar numa história ficcional, que apesar de incentivar as pessoas a ter certos comportamentos, até saudáveis e moralmente aceitáveis, a verdade é que tem tanta validade como outras histórias em que se pode retirar uma moral no fim.

Uma coisa que importa referir e definir é o que entendemos por Deus. Quem é Deus? Ou o que é Deus?

Deus não é um ser com aspecto humano, um velhote de longas barbas, autoritário no seu trono. E que alguns dirão que não tem a mão direita. Esse Deus não existe pois representa uma versão antropomórfica que o Homem necessitou de ter e não hesitou em criar.

Deus, pode ser chamado, e a isso tem chegado a ciência, a explicação para a existência das coisas, a explicação para as coisas que não foram criadas pelos humanos, como por exemplo a água, a terra, o ar. Estes elementos, inteligentes, que existem no nosso universo e que têm uma explicação que reside em Deus.

Deus talvez seja a reunião das quatro forças existentes no universo: a força electromagnética; força da gravidade; força fraca; força forte.

Mas este parte é muito técnica para ser abordada por mim.

Logo, se tudo nos últimos tempos tem apontado para um Deus que não precisa de ajoelhamentos(?), de prostrações, de caminhadas de centenas de quilómetros, de rastejantes caminhos sobre as pedras dos santuários, que façamos jejum à sexta-feira.

Para quê então continuar com este tipo de tradições. Pois se é para acreditar em algo imaginário, prefiro venerar e ouvir novamente histórias, como a branca de neve (lol).

Ah e tal, é o ópio do povo!

Rico ópio, então. Conseguiu dividir ainda mais o ocidente e o oriente. Aquilo que poderia unir os povos, ou seja, uma mesma religião, como factor de união cultural. Não. Cada um decidiu criar a sua religião, com o seu próprio Deus. Mas melhor, conseguiram fazer com que o outro lado fizesse parte dos infiéis. Útil.

Friedrich Nietzsche defendeu e proclamou a morte de Deus.

E agora, mais que nunca, parece mesmo que Deus está prestes a morrer. Portanto o ideal mesmo é começar desde já a enterrá-lo.

Radical?! Talvez, mesmo os que pensam que são razoáveis, de quando em vez, têm rasgos de radicalidade, que podem chocar um pouco.

Mas a maior das aventuras radicais já tem milhares de anos de existência e foi muito bem aceite pela esmagadora maioria.

 

P.S. Podem ler mais sobre este Deus, no livro, A Fórmula de Deus.



publicado por rui_amaral às 11:16
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De Daniela a 14 de Julho de 2007 às 13:14
Devo dizer que tambem frequentei a catequese, mas apenas porque era "a minha obrigação", segundo o meu pai...Depressa percebi que não era em nada daquilo que acreditava, e que não fazia sentido continuar ali, com alguma contrariedade por parte do meu pai, acabei por desistir! (:

Bem, mas vamos ao assunto do post...
"Logo, se tudo nos últimos tempos tem apontado para um Deus que não precisa de ajoelhamentos(?), de prostrações, de caminhadas de centenas de quilómetros, de rastejantes caminhos sobre as pedras dos santuários, que façamos jejum à sexta-feira"
Sim, na minha opinião quem acredita em Deus, acredita em algo imaginário, penso que não passa de isso mesmo, algo imaginário, que o ser humano criou (talvez por ser fraco) para ter algo em que se apoiar, em que acreditar... Concordo contigo, se é para acreditar em algo imaginário, também prefiro acreditar noutras coisas...genero Pai Natal (esse sempre nos dava prendas!!), coelhinho da Pascoa (idem), etc!
Gostei do post!
Quanto ao livro "A Formula de Deus" ja estive com ele na mão, mas o próprio titulo não me insentivou muito, já para não falar do tamanho que também não é muito "apelativo"...

***


De rui_amaral a 14 de Julho de 2007 às 13:39
Mas aquilo lê-se bem.
Acho que vale a pena.


De Daniela a 14 de Julho de 2007 às 14:45
humm
vou pensar nisso, agora que estou de férias, sem exames!!


De paulo ricardo a 10 de Outubro de 2007 às 21:17
faca p/ mim,e como explique e ta reposta.


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