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Quem comprou a edição nº 755, da Visão, teve certamente a oportunidade de reparar num artigo intitulado, Prisões sub-21, em que se dava a conhecer a intenção do governo em criar prisões "especiais" para indivduos sub-21, com penas até 5 anos.
Como se sabe, a partir dos 16 anos, qualquer pessoa que seja condenada a pena de prisão, cumpre-a numa cadeia com a restante população prisional.
Como tal, jovens até aos 21 anos cumprem a sua pena, em conjunto com outros reclusos, mais velhos. E é precisamente este contacto, que esta iniciativa do governo pretende evitar, pois está "comprovada a natureza criminógena da prisão", quem o diz é a juíza Conceição Oliveira, e que ainda refere que estes contactos são "maléficos" e se "exponenciam nos jovens adultos", com "resultados dessocializantes devastadores".
Apesar de existir algumas reticências a esta intenção, eu só posso concordar plenamente com ela, pois segundo Cristina Soeiro, psicóloga criminal da PJ, "só aos 18-20 anos se estabiliza a estrutura de personalidade e capacidade de avaliação das consequências".
Portanto, acho muito bem, que se trate com mais cuidado os casos dos jovens condenados a penas de prisão, pois ainda existe uma nova possibilidade de vida para eles. E não é certamente na prisão que se vão conseguir emendar, muito (mesmo) pelo contrário.
Só tenho que dar os parabéns aos responsáveis por esta iniciativa.